5 de agosto de 2010

Auto - Analise

Eu sou fragmento do tronco da qual foi feita a cruz que crucificaram Jesus
Sou o erro certeiro, a dor consentida,a boa perversidade,a morte da vida
Eu sou o suspiro doloroso, o dilema ideal,sou céu e terra,humano e anormal
Eu sou o tédio proveitoso,o cigano nômade que habita as regiões de vegetação rasteira, a cerca elétrica ininterrupta que consome os ataques cardíacos coagulando
os sangues que correm na veia
Sou criança chorando com manha, sou o sorriso mais vil e querido
Sou uma contradição,um perigo, o desejo silencioso do gosto amargo do beijo
Sou a incógnita necessária, a mão que balança o caixão com musiquinhas de ninar
Sou pérfido,sozinho, angustiado, desesperado e ninguém consegue me amar.
Sou aquele que você olha com pena por ver habitando as entranhas da tristeza,
a transparência da compaixão,
Imperfeita, a voz do carrasco que manda matar
Sou escravo que apanha na senzala, sou personificação da alma inconstante,
sou o medo da guerra, do equilíbrio predominante, sou aquele que
chora calado esperando consolo, dono de uma alma incapaz de ser penetrada, sou o que grita um urrar animalesco, sou tenebroso, covarde e o receio é meu maior alívio.
Sou muito ou pouco,expansivo,único ou diverso...

3 comentários:

Darlan disse...

de fuder demais!

Rê (Pepper) Guimarães disse...

Nossa...
Embora seja um análise bem triste e crítica me identifiquei muito com várias passagens e confesso, tive medo disso. Pois embora tenha problemas do tipo.. 'eu comigo mesma' e seja assumidamente uma pessoa triste e solitária, eu tento ser diferente e me apresentar de forma diferente.. mas dessa vez eu choquei com a semelhança dos sentimentos...

Medo!

Rogério disse...

Poha essa veio do diafragma!